Início
  • A Paróquia
  • Horário de Missas
  • Agenda Paroquial
  • Pastorais
  • Movimentos
  • Comunidades
  •  
    Palavra de Salvação
     

    SOLENIDADE DE PENTECOSTES

    “RECEBEI O ESPÍRITO SANTO”

    O Espírito Santo como Sopro de Vida.

    Jesus sabendo que os discípulos eram frágeis fez um gesto especial: não lhes impôs as mãos nem os abençoou como fazia com enfermos, pobres e excluídos. Mas soprou sobre eles. Este gesto de Jesus recorda a tradição bíblica: Os hebreus tinham ideia muito bela e real do mistério da vida.

    Uma narração antiga descreve a criação do Homem assim: o Senhor Deus modelou o Homem do barro da terra.Depois soprou-lhe nas narinas o sopro da vida. E o Homem se tornou um ser vivente.

    O ser humano é isso: um pouco de barro animado pelo Espírito de Deus . A Igreja será sempre isso: barro animado pelo Espírito de Jesus. Somos sempre cristãos de barro, padres e bispos de barro, comunidades de barro, teólogos de barro. Só o Espírito de Jesus nos converte em igreja viva.

    O sinal mais claro da ação do Espírito Santo é a vida. Deus está onde a vida é despertada e cresce, onde se comunica e se espalha. Sendo o ser humano de barro pode desmoronar a qualquer momento. Como caminhar com pés de barro? Como olhar a vida com olhos de barro?Como amar com coração de barro? Porém esse barro vive!

    Em seu interior há um sopro que o faz viver. É o sopro de Deus com seu Espírito de vida. Acolhe-nos o Espírito Santo quando acolhemos a vida. Esta é uma das mensagens básicas de Pentecostes. Fazer viver é a vocação de Deus, é a mania de Jesus, é seu trabalho: ser na vida doador de vida.

    Na 1ª leitura dos Atos dos Apóstolos está descrito o dom das línguas. Isto não se pode tomar ao pé da letra mas como mito. Sempre o homem quis lançar desafios a Deus.A torre de Babel: sempre nos disseram que Deus dispersou os homens introduzindo línguas diversas. ”Em toda terra havia uma só língua”. Mas não é desse modo. Basta ler os capítulos anteriores. Como interpretar a punição divina?

    A diversidade das línguas deve ser entendida como uma benção de Deus. Segundo a bíblia a variedade dos povos é sinal da bênção de Deus. A multiplicidade das línguas é uma multiplicidade bendita. A dispersão dos povos que se espalham pela terra não é algo negativo mas é obra da bênção de Deus.

    No capítulo 11 não é a dispersão dos povos, cada povo com sua língua, que é negativo; o que é julgado negativamente por Deus é a tentativa oposta, i.é,a de impor uma unidade como domínio. Quando existe uma palavra única ela se torna a palavra do mais forte, daquele que detém o poder. A força do poder está em querer dominar tudo.A tentação dos antigos de desafiar Deus com uma linguagem única, impondo uma única vontade sobre o mundo, é sempre atual.

    A questão não é compreender porque falamos línguas diferentes, a questão é que falando a mesma língua, segundo um único desejo (o do poder) queremos dominar o mundo. É a Torre de controle, tudo sob controle.Como se Deus quisesse que a palavra unidade significasse uniformidade. Deus desmascara esse tipo de unidade, a unidade de uma língua só,de um só poder dominante.

    Em Pentecostes não aconteceu uma língua única. As pessoas ficaram maravilhadas não porque acontecia uma língua única mas porque cada pessoa ouvia os apóstolos falarem na sua própria língua nativa.Deus não quer estar fechado em uma só língua,em alguma religião que quiser aprisioná-lo. Devemos pois celebrar Pentecostes não com o projeto de uma única língua.

    Quando uma pessoa, um povo se torna bênção? Quando constrói a torre ou quando desce da torre? Ao mito da escalada ao céu a Bíblia responde com um Deus que desce e caminha conosco, responde com a história de Jesus, descido na carne do homem. Verdadeiramente isto é uma bênção!

    Na entrada de uma pizzaria estava afixada a faixa:“Sob nova direção”. Alguém entra, vê que o espaço é o mesmo, mesmas mesas, cadeiras, talheres, só a música e a pintura são diferentes, mas o anúncio:”sob nova direção” muda tudo. Algo novo, porém, com as mesmas coisas, o mesmo ambiente. Quem gerencia a nossa vida? Ela está “sob nova direção?”

    Três coisas podem gerenciar nossa vida: nosso eu (só o próprio interesse); nosso mundo (que nos diz:tudo está aqui não existe nada além, aproveite); e o espírito do mal (que diz: olha, Deus não é bom, Deus tem inveja da tua felicidade!) MAS se dermos a gerência de nossa vida ao Espírito Santo, sob a nova direção dele, acontecerá uma outra música mesmo sem mudança exterior.

    Peçamos ao Espírito Santo a coragem de lhe entregar a gerência de nossa vida para que ela esteja sob sua nova direção, recebendo seu sopro de vida para nos fazer viver e doarmos vida a todas as pessoas, especialmente aos últimos,excluídos , e abandonados.

    Por. Pe. José Nacif Nicolau

     
     
    Clique aqui e
    confira a programação!
     
    INDIVIDUALMENTE OU EM ROMARIA, VENHA NOS VISITAR!
    Praça Senhor Bom Jesus de Matosinhos, 309 - Matosinhos - São João Del Rei | MG - cep: 36305142
    Contatos: (32) 3371-5224 (Secretaria Paroquial) e 032 9 9954 2266 (Whatsapp)
    E-mail: sbjmatosinhos@mgconecta.com.br