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    Solenidade dos Fiéis Defuntos
     
    Data da publicação: 01 de novembro de 2014
     

    Escrito por José Luís. Publicado em Homilia da Semana

    1. Solenidade de Todos os Santos, ontem, e comemoração de fiéis defuntos, hoje. Estas duas celebrações litúrgicas, tão queridas da devoção popular, oferecem-nos uma singular oportunidade, para meditar sobre a vida eterna! E fazemo-lo, num tempo em que estamos tão absorvidos pelas coisas terrenas, que, às vezes, temos dificuldade de pensar em Deus, como protagonista da história, como origem e meta da nossa própria vida. De modo que caberia perguntarmo-nos, se os homens e as mulheres desta nossa época ainda desejam a vida eterna?! Ou tornou-se, porventura, a existência terrena, o seu único horizonte?!

    2. A verdade, é que mesmo quando somos tentados a iludir a morte e a menosprezar a vida eterna, sentimos todos, no mais fundo de nós mesmos, quanto a nossa existência humana, por sua natureza, está orientada para algo maior e eterno, que a transcende! No ser humano é insuprível o anseio pela justiça, pela verdade e pela felicidade completa! Na realidade, como já observava Santo Agostinho, todos queremos a "vida bem-aventurada", a felicidade. Todos queremos ser felizes. Não sabemos bem o que isso seja e como seja, mas sentimo-nos atraídos por essa felicidade eterna. Esta é uma esperança universal, comum aos homens de todos os tempos e lugares. Diante do enigma da morte, em muitos de nós estão bem vivos o desejo e a esperança de voltar a encontrar no além os seus entes queridos. É também forte a convicção de um juízo final, que restabeleça a justiça, a espera de um confronto definitivo, em que a cada um seja dado quanto lhe é devido! Eis porque a esperança da vida eterna responde e corresponde ao que, de mais íntimo, aspira o coração humano. “Fizeste-nos, para Vós, Senhor, e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Vós” (Sto. Agostinho).

    3. No fundo, quando falamos de "vida eterna" queremos dar um nome a esta expectativa insuprível: não se trata de uma sucessão infinita da vida no tempo, ou de um prolongamento sem fim desta vida na outra; trata-se do imergir-se da nossa vida, no oceano do amor infinito de Deus, no qual o tempo, o antes e o depois, já não existem. Trata-se de uma plenitude de vida e de alegria: é isto que esperamos e aguardamos do nosso ser e nosso estar, do nosso viver, morrer e ressuscitar com Cristo (cf. Spe Salvi, 12). Só em Cristo Ressuscitado é que a nossa vida se realiza e finaliza, na sua plenitude. Portanto, para nós cristãos, “vida eterna” não indica somente uma vida que dura ou perdura para sempre; a vida eterna refere-se a uma nova qualidade de existência, plenamente imersa no amor de Deus, que liberta do mal e da morte e nos põe em comunhão infinita com todos os irmãos e irmãs, que participam do mesmo Amor de Deus.

    Dizia o Santo Cura d’Ars, que “a morte é união com Deus” e que “no Céu, o amor de Deus preencherá e inundará tudo!” (Cura d’Ars). Neste sentido, a eternidade pode estar e está já presente no coração da vida terrena e temporal, quando a nossa vida, mediante a graça, está unida a Deus, seu derradeiro fundamento. Eis porque pôde o mesmo santo dizer: “Ser amado por Deus, estar unido a Deus, viver na presença de Deus, viver para Deus: oh, linda vida e linda morte! Tudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus… oh como é lindo”!

    4. Queridos irmãos e irmãs: Perguntava então o Santo Cura d’Ars: “Que direcção tomará a nossa alma?”. E respondia: “A que lhe tivermos dado na Terra. Os bons cristãos nunca morrem; dão todos os dias um passo para o paraíso. As neblinas que escurecem a nossa razão serão dissipadas. O nosso espírito terá a inteligência das coisas que lhe são escondidas cá em baixo. Havemos de vê-lO. Vê-lO-emos irmãos! Já pensastes, nisso alguma vez? Havemos de ver Deus! Nós vê-lO-emos a valer! Vê-lO-emos tal como é, face a face! Vê-lo-emos. Vê-lO-emos”!

    5. Esta esperança cristã não é apenas individual, é sempre também esperança para os outros. Aliás, as nossas existências estão profundamente ligadas umas às outras e o bem e o mal que cada qual pratica atinge sempre também os outros. Assim a oração de uma alma peregrina no mundo, pode ajudar outra alma que se está a purificar depois da morte. Por isso, oremos para que esta seja a herança de todos os fiéis defuntos, não somente dos nossos queridos, mas também dos mais esquecidos e necessitados da misericórdia divina.

    Que a Virgem Maria, elevada ao Céu, e roga por nós, agora e na hora da nossa morte, seja, hoje e sempre, a estela da nossa esperança!

     
     
     
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